Eu corria demais. Questionava a mim mesma: “onde eu quero chegar?”

Nos últimos anos tenho aprendido muito e encontrado, finalmente, as respostas completas para meus complexos questionamentos a respeito da vida (o porquê disto… o porquê daquilo). Desde criança assimilei alguns valores que, supostamente, levariam o ser humano ao caminho idealizado da felicidade.

Tudo deveria ser conquistado: fama, dinheiro, amigos, sucesso. E tudo deveria ser feito para se chegar a esses objetivos, mesmo que para isso fosse mais do que necessário passar por cima de alguns – ou de muitos – concorrentes, ignorando seus próprios sentimentos. Qualquer aparente recompensa era bem-vinda.

Fiz de tudo um pouco. Parece que ser igual seria uma forma de fugir do meu vazio e caminhar cegamente para o fim. Parece que todas aquelas festinhas e amizades superficiais me fariam tapar o buraco que eu sentia dentro de mim.

Um dia eu estava bem. Outro dia, eu poderia estar mal.

A situação só piora quando não conseguimos compreender o porquê daquele sentimento incompleto. “Será que um namorado preencheria o vazio?” Resolvi procurar, freneticamente, de todas as formas, correr atrás do prejuízo, das noites de choro, das músicas e poesias que eu escrevia, na esperança de me livrar daquele peso que eu carregava em minha própria alma.

Eu tinha tudo para estar feliz: amigos e amigas em toda parte que andava, popularidade na escola, boas condições financeiras, família, aparência invejável… Mas parava por horas a fio simplesmente chorando e me lamentando.

Eu sorria muito. Sorria demais. Mas não estava feliz.

As conclusões finais me fizeram parar um pouco. Parar de me enganar. Parar de querer tapar o Sol com a peneira e me esconder atrás de uma inocente bebedeira nas festas da adolescência. Parar de sorrir quando na verdade eu queria chorar e atravessar finalmente a linha de chegada. Parar de ser mais uma iludida pelos falsos propósitos para se alcançar a felicidade.

Não poderia ter acontecido em melhor tempo. Foi a hora perfeita. Foi o momento único.
Tive a oportunidade única de provar de um amor tremendo e emocionante. Amor verdadeiro, amor sincero, amor perfeito. Fui curada. Fui liberta de tantas amarras que me prendiam ao completo vazio. Fui transformada. Chorei um choro inexplicável, de gratidão, de paixão, de alegria, de emoção. Fui presenteada com o melhor que eu poderia ter ganho: a vida!

Todas as coisas que me prendiam não me prendiam mais. E todas as idéias confusas de sucesso e felicidade não me faziam mais correr tanto. E todo vazio não me fazia sofrer mais, pois não mais existia aqui dentro. E todo choro de dor, tristeza e abandono não me impulsionava a passar horas e horas trancada no meu quarto. O vazio estava cheio. O sorriso sincero e verdadeiro brotou finalmente em meus lábios.

Quais eram os meus ideais? Qual era a minha luta? Qual era o meu problema? O problema era comigo? A culpa não era minha. Eu não sabia o que me faltava. Mas alguém já sabia mesmo antes de eu nascer. Alguém já tinha marcado um encontro comigo. Alguém estava comigo em todas aquelas noites em que eu me sentia completamente sozinha e desolada. Alguém sofria comigo também. Alguém já me amava antes mesmo de eu existir nesse mundo.

Alguém agora vive em mim. Alguém agora me faz feliz. Alguém agora completou perfeitamente todo o vazio que antes habitava em mim. Alguém me ama a ponto de dar Sua própria vida por mim. Ninguém faria isso. Ninguém seria tão perfeito. Ninguém me traria tanta paz. Ninguém me faria descansar e ter a confiança de que viverei o melhor, mesmo diante de problemas aparentemente impossíveis de serem solucionados. Ninguém seria assim tão perfeito em tudo o que faz.

Ninguém. Somente Jesus.

Hoje, eu olho para tudo o que tenho e sou e fico perplexa ao viver as maravilhas desse Deus de tanto amor. Em todas as áreas de minha vida eu posso ver a perfeição da vontade Dele. Ele sempre tem o melhor.

Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus  – Romanos 12: 2.


Juliana Goss é jornalista e integrante da super família Rede Jovem!


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3 comentários para “Eu corria demais. Questionava a mim mesma: “onde eu quero chegar?””

  1. Bárbara disse:

    amei o texto, e não sabe o quanto completa, preenche e conforta o meu coração em saber que Deus está comigo. em todos momentos ed minha vida, e que Ele não me deixa só, em nenhum momento. =)

  2. Jéssica Goss disse:

    É isso aew Ju!!!
    É muito bom ver o que Deus tem feito em sua vida!!!
    Saiba que Ele tem muito mais…Pois o Pai tem prazer em abençoar os Seus filhos!!!
    Amo você…
    Beijos…
    =)

  3. Kessie disse:

    Jú!!!

    MARAVILHOSO SEU TESTEMUNHO! E muiiiiiiito legal seu texto!!! Vc escreve muito bem!!

    Bjos amiga! TE AMO!!!

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